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Qual a diferença entre autoestima e amor-próprio?

  • Foto do escritor: Gabriela dos Reis
    Gabriela dos Reis
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Esses dias, em sessão, uma paciente me fez uma pergunta que eu achei muito importante: qual a diferença entre autoestima e amor próprio? E eu percebo que essa confusão é mais comum do que parece. Porque muitas vezes, esses dois conceitos aparecem como se fossem a mesma coisa. Mas, na prática clínica, eles dizem de lugares bem diferentes, e entender isso pode mudar a forma como você se relaciona consigo mesma.


mulher refletindo

Autoestima: como você se enxerga

A autoestima está muito relacionada à forma como você se percebe. Em outras palavras significa o valor que você reconhece em si. Envolve a sua clareza para conseguir identificar suas qualidades, potências e capacidades.


Quando existe uma autoestima mais estruturada, você sabe quem você é. Existe uma certa segurança nessa percepção. Mas aqui vale dizer que saber quem você é não garante, necessariamente, que você sustente isso na prática. Ou seja, ter uma boa autoestima não é sinônimo de ter amor-próprio!


Amor-próprio: o que você sustenta

E é aqui que entra o amor próprio. Porque, ao meu ver, ele vai além do reconhecimento. O amor próprio está muito mais ligado à capacidade de sustentar. Sustentar limites, escolhas e sobretudo sustentar quem você é, mesmo quando isso envolve desconforto. Por exemplo:


  • mudar um comportamento quando geram efeitos que não te faz bem

  • se afastar ou romper quando um vínculo afetivo com alguém começa a te desgastar

  • dizer “não” quando isso lhe causa sobrecarga

  • se posicionar de acordo com sua visão de mundo, ainda que isso possa desagradar o outro ou provocar conflito


Nesses momentos, não é mais sobre saber, entender teu valor. É sobre o que você faz com aquilo que você sabe.


Por que o amor-próprio pode ser mais desafiador?

Eu vejo o amor próprio como algo mais complexo e, muitas vezes, mais delicado. Principalmente quando falamos de mulheres, pois a forma que fomos ensinadas a ser, como agradar, se adaptar e se manter relações a qualquer custo, torna essa questão tão desafiadora.


Então, mesmo quando essa mulher sabe quem ela é, sustentar esse lugar pode ser muito difícil. E é aí que surge um conflito interno: “eu sei o que eu mereço… mas não consigo agir de acordo com isso".


mulher em silêncio

Saber não é o mesmo que sustentar

Talvez esse seja o ponto central dessa reflexão: autoestima é reconhecer já o amor-próprio é sustentar. E sustentar, muitas vezes, envolve abrir mão de agradar, lidar com culpa e tolerar o desconforto de se posicionar.


Mas também envolve algo muito importante: não esquecer de si mesmo e se abandonar.


Conclusão

Por fim faz sentido entender a "diferença de autoestima e amor-próprio". Então vale a pena você se perguntar: você reconhece quem você é (autoestima), ou também consegue sustentar isso na sua vida (amor-próprio)?


Porque, muitas vezes, a dor não está na falta de autoestima. Mas na dificuldade de viver, na prática, aquilo que você já sabe sobre si.


Se você quiser aprofundar isso, a terapia pode ser um espaço importante pra desenvolver recursos emocionais, compreender esses padrões e construir, aos poucos, uma relação mais consistente consigo mesma. Clique no botão para falar comigo.







 
 
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GABRIELA DOS REIS
Psicóloga Online | CRP07/35571
Relacionamentos e Ansiedade

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